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sábado, 26 de novembro de 2011

Escavações do presente

Museus, eu poderia passar tanto tempo. Vontade de ouvir o mundo. Destes fabricados nas grandes narrativas. Nada é à toa. Cada história tem as suas tensões. Cada lugar carrega as suas demandas. Não há como fugir das exigências do tempo. Fontes da ciência que sufocam ou potencializam o ser criativo. Há muitas trajetórias que tem sido soterradas. Ninguém aceita ser silenciado. Burburinhos anunciam as partilhas clandestinas a respeito da vida no tempo presente. Ventilam noticias. Fabricam outros passados. Tem sempre alguém querendo voar por outras fronteiras. As contradições saltam aos olhos. Nada teme, rasgam-se os indícios. Escavações do presente nas sutilezas do contemporâneo. Vou elaborar um texto cheio de alegorias. Riscar os desenhos para outros estandartes. E procurar produzir pequenas narrativas. Provocando simultaneidades entre temas dissonantes.

sábado, 24 de julho de 2010

Vivi Viravento acampou em nossas vidas


Eu gosto muito quando o meu Rudá fica assim pertinho de mim logo de manhasinha. É um momento muito especial. Nestas horas de encantamento aproveitamos para descobrir idéias inovadoras ou até mesmo tenho o cuidado de lhe contar histórias de quando eu era pequena. A internet participa das nossas vidas, por meio dela viajamos para casa - daqui do quarto de Saint Denis voltamos ao Brasil - milhões de vezes. Fico com uma vontade grande de lhe mostrar o mundo! E quando há poesia nas nossas aventuras tudo fica mais surpreendente. Ontem, eu notei que no site da TV Cultura tinha atividades dedicadas às crianças, pensei imediatamente que eu poderia apresentá-lo ao Rudá. Hoje de manha, depois do café ele se aprochegou... Então fomos à internet e encontramos na programação infantil do site da TV Cultura uma área dedicada às animações. Foi quando conhecemos a personagem Vivi Viravento. O Rudá foi cativado, ao primeiro olhar, pela docura e pelo jeito faceiro da menininha. Então Vivi Viravento entrou nas nossas vidas! Assistimos uma, duas, três e se eu deixasse passaríamos a manhã aprendendo com Vivi.

A vó de Vivi chama-se Rosa Rara, ela é uma escritora muito surpreendente e sempre lhe conta histórias sobre um lugar chamado Viravento. Inspirada pelas fantásticas histórias de sua avó a menina se despreende e de maneira bem leve parte para descobrir o mundo, enquanto procura por este lugar encantado nomeado de Viravento. Ela viaja por lugares do Brasil e registra em seu diário as suas aventuras de grande valor imaginativo. Ela inventa os nomes dos bichinhos que não conhece como, por exemplo este passarinho "teco teco telecoteco" que toma o lugar da palavra "pica pau" para nomear a ave que está na árvore. Estrela vagante para o Vagalume, este que nada no rio das correntezas elétricas. Viravento está no seu coração e na possibilidade de deixá-lo livre para ouvir e ver as músicas da floresta. Quando ela abre os ouvidos para ver ela encontra o caleidoscópio musical da floresta e percebe que esteve bem perto de Viravento. E depois de tudo, para alegrar nossa alma a história termina com os aplausos da chuva. Arrepiei os meus sentidos.


Para acompanharem todo o desenho sigam este link: http://www.tvcultura.com.br/animatv/pilotos . No site vocês poderão encontrar outras animações piloto da programação da TV Cultura, nós já conferimos o filme "Vai dar samba", é criada a partir da música Marinheiro Só, muito bom também.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

As Bandeiras de Arthur Bispo do Rosário.




As diferentes embarcações que encontramos são marcadas pelas diferentes bandeiras coloridas. Observando bem de perto podemos perceber que elas trazem desenhos diferentes e específicos. São símbolos da navegação. Arthur Bispo do Rosário trabalhou como sinaleiro no tempo em que esteve na marinha. Então, ele dominava muito bem este alfabeto. Elas são muito parecidas com aquelas da atividade de sinaleiro. Cada bandeira simboliza uma letra, um número ou um país. As bandeiras não estão penduradas apenas para enfeitar as estas jangadas. Há uma escrita silenciosa registrada nesta beleza. Se precisava reorganizar o mundo, era de si mesmo que deveria partir e, talvez, o seu segredo fosse o eterno desejo de pertencer ao mundo que ele conhecia. Era um lugar de memória, um refúgio no exílio estas embarcações da marinha, principalmente o seu saber-fazer, que poderíamos talvez chamar de compromisso com o mundo. Habilidosamente recortava, aplicava, desfiava, tecia e bordava cada uma das bandeiras, dedicado a esta tarefa de confeccionar os gestos lembrados.