Museus, eu poderia passar tanto tempo. Vontade de ouvir o mundo. Destes fabricados nas grandes narrativas. Nada é à toa. Cada história tem as suas tensões. Cada lugar carrega as suas demandas. Não há como fugir das exigências do tempo. Fontes da ciência que sufocam ou potencializam o ser criativo. Há muitas trajetórias que tem sido soterradas. Ninguém aceita ser silenciado. Burburinhos anunciam as partilhas clandestinas a respeito da vida no tempo presente. Ventilam noticias. Fabricam outros passados. Tem sempre alguém querendo voar por outras fronteiras. As contradições saltam aos olhos. Nada teme, rasgam-se os indícios. Escavações do presente nas sutilezas do contemporâneo. Vou elaborar um texto cheio de alegorias. Riscar os desenhos para outros estandartes. E procurar produzir pequenas narrativas. Provocando simultaneidades entre temas dissonantes.
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sábado, 26 de novembro de 2011
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Depois do sol levantar
Reviro o nada. Margeio as folhas de um livro. Imagino tragédia. Abro as janelas. Giro. Rabisco um planejamento no horizonte. Instauro uma rotina. Pedalo pelos sonhos. Preparo um chá de paciência. Costuro um retalho de fotografias. Espio pela fresta da memória. Desenrolo flores de papel crepom para desmanchar o tempo. Exijo dedicação ao desapego. Ensaio uma dança improvisada. Tudo pelo avesso. Para desvendar a incerteza. Para depois de subir a montanha. Encontrar com a minha paisagem.
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